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Ferida de cicatrização lenta: o que pode ser?  

Enfermeira tratando uma ferida de cicatrização lenta

A cicatrização lenta de uma ferida, normalmente, significa que existe uma dificuldade de circulação sanguínea local que deve ser investigada.

Mas como saber se está demorando demais a cicatrizar? Quais podem ser as causas por trás de uma ferida de cicatrização lenta? Como acelerar o processo de cicatrização?

Vamos analisar tudo isso e outros aspectos a seguir.

O que é uma ferida de cicatrização lenta?

Geralmente, uma ferida deve cicatrizar totalmente dentro de duas a quatro semanas. Passando deste período, já pode ser considerada uma ferida de cicatrização lenta.

E se em cerca de duas semanas a lesão não apresentar nenhuma melhora, é motivo o suficiente para ligar o sinal de alerta e buscar ajuda especializada.

Como identificar os sinais e sintomas de uma ferida que não está cicatrizando corretamente?

Uma ferida que não está cicatrizando corretamente pode apresentar vários sinais e sintomas, incluindo:

  • Vermelhidão e inchaço ao redor da ferida;
  • Drenagem ou pus;
  • Odor desagradável;
  • Dor ou sensibilidade na ferida;
  • Crosta ou escamas na ferida.

Se você notar algum desses sintomas ou demais sinais de infecção, é importante procurar atendimento médico especializado.

Quais as possíveis causas de cicatrização lenta?

As principais causas de cicatrização lenta são doenças que provocam a má circulação sanguínea (seja arterial ou venosa) e infecções na lesão.

Pessoas idosas, fumantes e com maus hábitos físicos e alimentares são mais propensas a sofrer com esse tipo de problema.

As condições clínicas do paciente, como hipovitaminose e anemias, também podem causar a demora na cicatrização.

O uso de medicamentos crônicos, como anticoagulantes e corticoides, é outro fator capaz de prejudicar o processo normal de cicatrização.

Quais as principais doenças que podem levar à cicatrização lenta de feridas?

A cicatrização lenta de feridas pode estar associada a várias doenças, como: 

Diabetes

O diabetes é uma condição que afeta a forma como o corpo processa o açúcar no sangue. 

As pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver feridas crônicas, especialmente nas pernas e nos pés

Isso ocorre porque a diabetes costuma afetar os vasos sanguíneos e os nervos, prejudicando a circulação e a sensibilidade nessas regiões. 

Além disso, o diabetes pode prejudicar o sistema imunológico, dificultando a reação do organismo para promover a cicatrização.

Insuficiência Venosa Crônica (IVC)

A insuficiência venosa crônica ocorre quando as veias das pernas não conseguem mais retornar o sangue para o coração de forma eficiente, resultando em uma acumulação de sangue nas pernas. 

Assim, aumenta o risco de levar a um aumento da pressão dentro das veias e danos às paredes dos vasos sanguíneos, o que prejudica a circulação sanguínea e pode causar inchaço, dor e úlceras venosas nas pernas.

Doença Arterial Periférica (DAP)

A doença arterial periférica, por sua vez, é uma condição em que as artérias que fornecem sangue às pernas se estreitam ou se bloqueiam, reduzindo o fluxo sanguíneo para essa região. 

Isso pode causar dor, dormência e fraqueza nas pernas e nos pés, além de aumentar o risco de úlceras arteriais e infecções nos membros inferiores.

Hipertensão arterial

A hipertensão é outra condição que costuma provocar a má circulação sanguínea, prejudicando o fornecimento de nutrientes e oxigênio para as células. 

Esses fatores, muitas vezes, levam a uma cicatrização mais lenta e a um maior risco de infecções.

Doenças autoimunes

As doenças autoimunes são condições em que o sistema imunológico “ataca” o próprio organismo. 

O lúpus e a artrite reumatoide são alguns exemplos de doenças autoimunes que podem prejudicar a cicatrização.

Câncer 

Alguns tipos de câncer e os tratamentos para o câncer, como a radioterapia, podem prejudicar a cicatrização.

Isso porque, em muitos desses casos, há um crescimento desorganizado das células sanguíneas e uma baixa imunidade do organismo para combater infecções.

O que fazer para tratar a ferida e acelerar o processo de cicatrização?

Para tratar uma ferida de cicatrização lenta, o primeiro a se fazer é combater eventuais doenças que estejam impedindo a cura da lesão.

Então, por exemplo, ao realizar o diagnóstico e identificar uma diabetes, o médico vai indicar o uso de medicamentos e melhora de hábitos para controlar o açúcar no organismo.

Ao mesmo tempo, podem ser utilizados antibióticos orais para combater eventuais infecções e medicamentos anticoagulantes, se necessário.

A escolha do curativo adequado é outro fator importante no processo de tratamento da ferida e deve ser realizada por um enfermeiro estomaterapeuta, que saberá indicar a melhor cobertura para cada tipo de lesão.

A gravidade da ferida também mostrará ao profissional especializado se será preciso realizar a remoção de tecido necrótico ou optar por um tratamento mais avançado.

O paciente, por sua vez, tem papel fundamental para acelerar o processo de cicatrização, ao melhorar hábitos de saúde e seguir a orientação médica.

Quais os tratamentos mais avançados para feridas de cicatrização lenta?

Existem diversos tratamentos disponíveis para acelerar a cicatrização de feridas, dentre eles:

Curativo a vácuo

Esta técnica envolve o uso de um dispositivo que aplica pressão negativa à ferida, o que ajuda a remover o excesso de líquido e tecido morto da ferida. Com isso, estimula-se a formação de novos tecidos para promover a cicatrização.


Laserterapia

A laserterapia é uma técnica que utiliza a energia da luz emitida por um laser para estimular a cicatrização de feridas. 

O laser pode ser ajustado em diferentes frequências e intensidades, o que permite que o tratamento seja adaptado de acordo com o tipo de lesão e a fase da cicatrização. 

A terapia com laser de baixa intensidade ajuda ainda a reduzir a dor e a inflamação, além de estimular a formação de novos tecidos e vasos sanguíneos na região afetada.

Ozonioterapia

A ozonioterapia é uma técnica simples e eficiente que utiliza uma mistura de oxigênio e ozônio para tratar feridas crônicas e de difícil cicatrização. 

O ozônio contém propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e antioxidantes, o que ajuda a combater infecções e a acelerar a cicatrização. 

A técnica pode ser aplicada diretamente na ferida ou através de injeções intramusculares ou intravenosas, dependendo da indicação médica.

Oxigenoterapia hiperbárica

Este tratamento envolve a respiração de oxigênio puro em uma câmara pressurizada. Isso ajuda a aumentar a quantidade de oxigênio no sangue, o que contribui para acelerar a cicatrização de feridas.

Como saber quando uma ferida deve ser avaliada por um profissional de saúde?

Se você tiver uma ferida que não apresenta melhoras há mais de duas semanas, é importante procurar atendimento médico. 

Além disso, uma ferida que tenha sinais de infecção, como vermelhidão, inchaço, drenagem, pus ou odor desagradável, deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Como a nutrição e os hábitos de vida podem afetar a cicatrização de feridas?

A nutrição adequada é fundamental para a cicatrização de feridas, pois a deficiência de nutrientes é um dos fatores que retardam o processo de cicatrização. 

Existem diversos suplementos alimentares com atuação específica para estimular a cicatrização.

Mas é fundamental também o paciente buscar ter uma alimentação rica em proteínas, vitamina C, zinco, colágeno e outros nutrientes que ajudam a reduzir a inflamação e promover a formação de novos tecidos. 

É igualmente importante se manter hidratado, evitar álcool e tabaco e ter uma boa qualidade do sono, dormindo de 7 a 8 horas por noite.

Qual médico devo procurar para tratar uma ferida de cicatrização lenta?

O profissional mais indicado para analisar a ferida de um paciente é o enfermeiro estomaterapeuta, que se especializou no tratamento de feridas.

A depender da origem e gravidade da lesão, pode ser necessária a atuação de um médico clínico geral ou de um cirurgião vascular.

Em clínicas especializadas com a Doutor Feridas, é possível encontrar profissionais de disciplinas que se complementam, como médicos, enfermeiros estomaterapeutas, fisioterapeutas e outros.

Assim, é possível ter um diagnóstico mais assertivo e o tratamento mais adequado para cada tipo de ferida e analisando a particularidade de cada paciente.

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